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	<title>Nova Idade &#187; Trabalho &amp; Finanças</title>
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	<description>A revista da mulher da nova idade</description>
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		<title>Mulheres profissionais somam forças: A BPW (Business Professional Women)</title>
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		<pubDate>Sun, 22 May 2011 17:28:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>daniela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Trabalho & Finanças]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Até muito pouco tempo atrás, o mundo dos negócios era um universo restrito aos homens. À mulher cabia a “gestão” do lar, dos filhos e do conforto do marido. As primeiras mulheres que abriram seu caminho no mundo profissional foram pioneiras no que hoje é cada vez mais comum: A mulher que abre seu próprio negócio ou que ocupa cargos de poder nas empresas, liderando equipes e gerando o sustento da família. Foi um caminho árduo, no qual as mulheres ainda ganham um salário menor, ainda têm dupla ou tripla jornada de trabalho acompanhando o crescimento dos filhos e o bom andamento da casa. A mulher se mostrou excelente gestora: É consenso que a liderança feminina é mais equilibrada, plural pela capacidade de se dividir em várias frentes sem perder o foco e a qualidade. Nesta jornada, estão cada vez mais mulheres de sucesso.<br />
<a href="http://www.novaidade.com.br/wp-content/uploads/2011/05/bpw.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-746" title="bpw" src="http://www.novaidade.com.br/wp-content/uploads/2011/05/bpw.jpg" alt="" width="316" height="666" /></a>O Business Professional Women (BPW), é uma organização não governamental, fundada em 1930 em Genebra na Suíça pela Dra. Lena Madesin Phillips, e hoje existente em mais de 100 países no mundo. No Brasil, como Federação, a organização foi implantada em 1987 em São Paulo, Brasília e Joinville. Atualmente, são 28 BPWs no Brasil, nas cinco regiões, a maioria delas nas regiões Sul e Sudeste e todas respondem pela sigla BPW. É uma organização que congrega mulheres profissionais de diferentes áreas de atuação, empresárias, executivas, mulheres de negócios e as que desejam ingressar no mercado de trabalho. Profissionais de todas as áreas e de todos os países podem se filiar, usufruindo de uma grande rede de networking pelo mundo. Através de palestras, cursos, workshops e encontros de negócios, a BPW coloca as sócias em contato com nomes expressivos em sua área, alavancando negócios e conhecimentos, além de aumentar as possibilidades profissionais e de networking. Como associação multidisciplinar, oferece um leque de comissões específicas para cada área profissional: Comunicação, Condição da Mulher, Cultura, Desenvolvimento Humano, Direito, Educação Financeira, Educação, Emprego e Capacitação, Indústria e Comércio, Jovem Mulher de Carreira, Meio Ambiente e Projetos Legislativos, Negócios, Networking, Planejamento, Projetos Sociais, Responsabilidade Social, Saúde e Turismo.<br />
A função da BPW é mobilizar mulheres de negócios e profissionais, trabalhando pela equidade de gênero (justiça na distribuição de benefícios, poder, recursos e responsabilidades entre mulheres e homens), gerando oportunidades e condições para a mulher progredir econômica e socialmente, promovendo espaços de diálogo, parcerias e troca de oportunidades com o público masculino, estimulando o uso de sua competência profissional em prol de outras mulheres e de si próprias, motivando a mulher a assumir suas responsabilidades sociais, ambientais e econômicas para consigo, sua família e comunidade e propiciando um ambiente de redes de relacionamentos e cooperação entre todos os públicos que interagem na BPW.</p>
<p>A recém-empossada Presidente da BPW do Rio de Janeiro, deputada Alice Tamborindeguy, conta quais são as propostas para o seu mandato:<br />
“Acabo de assumir o cargo e ainda estamos em fase de planejamento. Mas posso adiantar três pontos importantes: O<a href="http://www.novaidade.com.br/wp-content/uploads/2011/05/alicet.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-748" title="alicet" src="http://www.novaidade.com.br/wp-content/uploads/2011/05/alicet.jpg" alt="" width="180" height="270" /></a> primeiro é a criação do Prêmio BPW para premiar e homenagear as mulheres que contribuem de forma relevante para a sociedade e para o mundo dos negócios, com um troféu criado pela designer de jóias Lídice Caldas.<br />
Vamos também incentivar os negócios entre as associadas, criando uma espécie de “banco de negócios”, para estimular a interação entre as empresas de diversos segmentos que compõem a BPW. Por fim, pretendemos auxiliar e apoiar nossas associadas na obtenção de recursos para projetos e negócios diversos. Dentro das nossas atividades habituais, vamos intensificar os eventos e encontros entre nossas mulheres empreendedoras. Com a Diretora do Museu Histórico Nacional Vera Tostes, realizamos em maio uma palestra sobre a “Importância do planejamento para o sucesso dos empreendimentos culturais”, seguida de visita guiada às novas exposições do Museu.”<br />
No mês de março a BPW-RJ promoveu um almoço que contou com cerca de 50 associadas em comemoração ao mês da Mulher, com palestras sobre Finanças e Empreendedorismo, além da apresentação dos planos para 2011. No mês de maio, aconteceu este encontro no Museu, e uma palestra da geriatra Dra. Claudia Burlá.</p>
<p>Nada melhor do que dividir as dificuldades e compartilhar experiências. Quer se filiar à BPW? Acesso o site <a href="http://www.bpwbrasil.org">www.bpwbrasil.org</a> e localize a associação da sua cidade! No site de cada BPW local, você encontra a programação, e as informações para se associar.<br />
 </p>
<p><em> por Daniela Falcão</em></p>
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		<title>Concurso público:A nova opção de carreira?</title>
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		<pubDate>Sun, 10 Apr 2011 19:37:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>daniela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Trabalho & Finanças]]></category>

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		<description><![CDATA[Busca de estabilidade, impossibilidade de ganhar melhor na iniciativa privada, retomada de via profissional, preconceito com a idade no mercado de trabalho, falta de experiência comprovada em área específica&#8230; não importa o motivo: A carreira pública tem sido – com aumento assustador de procura – a opção profissional de muita gente a partir dos 40 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.novaidade.com.br/wp-content/uploads/2011/04/concursopúblico.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-632" title="concursopúblico" src="http://www.novaidade.com.br/wp-content/uploads/2011/04/concursopúblico.jpg" alt="" width="276" height="199" /></a>Busca de estabilidade, impossibilidade de ganhar melhor na iniciativa privada, retomada de via profissional, preconceito com a idade no mercado de trabalho, falta de experiência comprovada em área específica&#8230; não importa o motivo: A carreira pública tem sido – com aumento assustador de procura – a opção profissional de muita gente a partir dos 40 anos.<br />
O concurso público no Brasil foi instituído com a intenção estruturar o quadro funcional do serviço público. Paulo Estrella, diretor pedagógico da Academia do Concurso Público, esclarece: “A Constituição de 88 (Art. 37) foi o divisor de águas. Antes os concursos não eram obrigatórios, a contratação podia se dar via indicação ou por conhecimento na área. A partir de 1988 os concursos foram instituídos como forma de seleção obrigatória para cargos públicos.”<br />
Todo ano, mais de cinco milhões de pessoas se inscrevem para algum concurso público. Não é de espantar que, com este número de pessoas em busca de uma vaga a concorrência seja tão acirrada. Cursos, concursos, apostilas, livros, e muito, muito estudo, nem sempre o esforço é suficiente para garantir uma aprovação. Pesquisas mostram que a média para a primeira aprovação é de dois anos. Para aumentar as chances, os “concurseiros” (como são chamadas as pessoas que estão estudando para concurso público) diversificam as possibilidades, estudando para vários concursos com matérias similares. Neste cenário, as mulheres candidatas são número expressivo, lotando as salas de aulas dos cursos preparatórios. “Realizamos recentemente uma pesquisa que mapeia o perfil dos concurseiros” conta Paulo Estrella. “Houve um aumento significativo na procura pelo cargo público na população em geral, mas o aumento de candidatas chamou a atenção. O número de mulheres que se matricularam em nossa escola ultrapassou o de homens desde o ano passado. Na faixa acima de 40 anos, o percentual hoje é de aproximadamente 4% de diferença. Em todas as faixas, é de quase 7%.”<br />
O emprego público tem realmente uma série de vantagens em relação à iniciativa privada.  A primeira, sem dúvida, é a estabilidade. Salvo em casos raros e extremos, o funcionário público tem seu emprego e depois a aposentadoria garantidos até o fim da vida. Segundo Paulo Estrella, outros atrativos são o pacote de benefícios que costuma acompanhar os cargos e os bons salários. Para as mulheres, há alguns benefícios adicionais: No funcionalismo público os salários são idênticos entre os gêneros, enquanto que na iniciativa privada, para o mesmo cargo, as mulheres ainda trabalham por salários mais baixos. Outro atrativo é que a faixa etária não impacta na contratação, como no mercado, onde os profissionais de mais de 40 já são vistos como “velhos”. A falta de preconceito também é citada: O candidato é julgado apenas pelo seu desempenho nas provas, e não pela aparência, orientação sexual, ou outro tipo de preconceito comum nos processos seletivos. “não há um ser humano selecionando os candidatos e usando sua percepção pessoal na escolha. É infinitamente mais democrático, e abre possibilidades para pessoas competentes que seriam rejeitadas nos processos seletivos”, diz Solange Reis, de 48 anos, funcionária pública e professora de português em um curso no Rio de Janeiro. “Tenho problema de obesidade, e tinha muita dificuldade de arranjar emprego, mesmo com toda qualificação técnica e acadêmica. Aos 39 anos passei para um cargo público, e estou muito satisfeita.”</p>
<p>É, a realidade dos concurseiros é dura, principalmente para mulheres. Na maioria dos casos, é preciso mesmo conciliar o estudo com trabalho, família, marido, casa, em uma jornada interminável e extenuante. Algumas candidatas têm a sorte de poder se dedicar aos estudos em tempo integral e neste caso, o apoio financeiro e emocional da família é fundamental. “Passar em concurso público não é mesmo tarefa fácil” destaca Paulo Estrella. “É preciso muita perseverança, dedicação e força de vontade para vencer o cansaço e o desânimo nas reprovações, e organização para conciliar o estudo com trabalho e família.”<br />
Precisa ser um “projeto familiar”, ou não dá certo. Muitas vezes, a candidata acaba pagando um preço alto pela dedicação: Magity mora em Brasília com o marido e dois filhos, hoje trabalha no Ministério da Saúde e conta: “Tomei a decisão de ser servidora pública por causa da idade e da estabilidade. Me formei aos 39 anos em Administração de Empresas, pois antes não tinha tempo de estudar. Precisei sacrificar tempo, dinheiro, família, não tinha quem cuidasse da casa. Estudava no cursinho de manhã, fazia as tarefas domésticas de 12 até 15 horas, estudava até as 18h fazia o jantar&#8230;&#8230;. ia dormir por volta de 1h da manhã, às 6h estava de pé. Mesmo me apoiando, meu marido sempre reclamou da minha ausência.”<br />
Lucia Helena tem 42 anos, e passou por uma situação triste: “para me dedicar integralmente aos estudos conversei com meu marido e combinamos que eu ficaria um ano estudando. Ele me daria apoio e depois seria a vez dele. Eu achei que este tempo seria suficiente, mas a realidade é que é pouco tempo para obter resultado. Acabei em uma situação pior do que o desemprego, o desânimo, a incerteza: Meu marido deixou de me dar suporte. Depois do primeiro ano sem aprovação, ele já não acreditava em mim. Começou a me cobrar muito e vieram os desentendimentos. Mesmo neste clima, consegui passar em alguns concursos. Estava aguardando a convocação mas a situação ficou insuportável e em setembro de 2009 nos separamos. Felizmente, minha família sempre me deu apoio em tudo e não me faltou nessa hora.”</p>
<p>As concurseiras vêm das profissões e ofícios os mais variados. Em comum, elas têm a busca pela estabilidade, os bons salários e a aposentadoria. Para algumas candidatas, significa um novo rumo na vida ou um recomeço: Para alcançar seus objetivos, estão dispostas a mudar de rumo na vida. Inez Scano tem 52 anos e foi empresária da área de eventos por 12 anos. Teve que se mudar do interior de São Paulo para Brasília para ficar mais perto das oportunidades “Sempre gostei muito do meu trabalho, mas prejudicava bastante a vida em família, pois eu trabalhava noites e fins de semana. Foi difícil tomar a decisão de encerrar a empresa e encarar novamente a sala de aula. Tentei alguns concursos na minha cidade, Limeira, mas os salários eram baixos. Me mudei para Brasília, a capital dos concursos, e no final, estou amando voltar a  estudar.” Heline Nava é divorciada e vive em Brasília. “Sempre sonhei com a carreira pública, mas às vezes a gente acaba se acomodando com o que faz e quando percebe, o tempo passou. Trabalhei muitos anos como consultora para o Governo Federal, e com o divórcio senti necessidade de estabilidade profissional. Comecei a estudar em meados de 2006, mas tive que parar de estudar diversas vezes para retornar ao trabalho e pagar minhas despesas, porque a vida de concurseira é cara. Em 2010, retornei aos estudos e estudei para valer. Só a partir daí comecei a obter resultados. A cobrança da família, as restrições financeiras, o ritmo de vida estressante são fatores que levam ao desânimo.”</p>
<p>É uma rotina puxada e uma empreitada cara. É preciso abrir mão de alguns confortos, lazer, e principalmente de tempo com a família e amigos. Segundo as entrevistadas, o sacrifício vale o resultado: Sandra Neves tem 45 anos e mora em Brasília. Ela destaca a importância da dedicação e do foco, e do preço que se paga pela escolha.  “Quando não estava no curso, estava nas salas de estudo. Estudei de 8 a 10h por dia. Larguei meu trabalho com todo apoio de meu marido e me dediquei três anos aos estudos. Foram anos em que abdiquei de viagens, festas e até de deitar no sofá para assistir um simples filme na tv! Estudar para concurso vira vício e a gente passa a se cobrar demais. Mas a gente forma uma rede de apoio de colegas na mesma situação. Todos se ajudam, é incrível!! Em 2010, fui aprovada em três concursos e hoje trabalho no Poder Judiciário.”</p>
<p>Márcia Gusmão, do Distrito Federal, tem 43 anos, um filho de 14, já trabalhou em empresa privada e já foi dona de casa. Fez um primeiro concurso, passou, não gostou, pediu desligamento e começou tudo novamente. ”Estudei um ano e dois meses até ser aprovada para o Ministério do Planejamento, onde estou há 7 meses, e outros seis concursos, em um total de mais de 20, ao longo deste tempo.” Márcia teve a sorte de contar com o apoio da família: “Minha família sofreu com minha ausência, pois eu estudava à noite e nos finais de semana, mas meu marido e meu filho sempre entenderam minha luta e apoiaram minha decisão. Estudar é muito caro, então deixamos de fazer passeios, viagens, de ter empregada doméstica, de adquirir bens melhores, etc&#8230;É sem dúvida, um projeto familiar e um sacrifício”.</p>
<p>Ester Morais de Oliveira de 48 anos, do Distrito Federal, está há 5 meses no Ministério dos Transportes. Era autônoma quando decidiu prestar concurso. “Eu costurava, fazia bolsas, porta jóias&#8230; Estava cansada das máquinas, e não estava afim de ser avó em tempo integral porque já havia sido mãe em tempo integral.  Quando resolvi estudar fiquei por conta da casa e dos estudos. Minha família me apoiou e acreditou em mim, e agora que estou trabalhando dividimos as tarefas de casa. Fizemos alguns sacrifícios financeiros para investir em cursinhos preparatórios e material.  O maior deles foi ficar menos tempo com a família, não ter tempo para os amigos, deixar de viajar, etc&#8230;”.</p>
<p>Sonia, de 53 anos, de São Paulo, hoje trabalha no Juizado Especial Federal. “Consegui meus dois últimos empregos através de concursos públicos: a então Caixa Econômica Estadual em 1975 e Caixa Econômica Federal em 1977.  Após minha aposentadoria, ainda participei de três concursos: Petrobrás, Infraero e Ministério Público, passando no último. Para registrar meus estudos, criei um blog para disponibilizar informações:  <a href="http://talentoconcurso.blogspot.com/">http://talentoconcurso.blogspot.com/</a>.<br />
 <br />
Andrelina Moreira tem 41 anos e é do Mato Grosso do Sul. Hoje reside em Brasília, pois o marido foi aprovado em um concurso federal. “Antes era diagramadora no Jornal do Povo, em Três Lagoas, Mato Grosso do Sul. Em março de 2008 pedi demissão do jornal e fui morar com meu namorado em São Paulo, que já estudava para concursos. Em setembro de 2009, mudamos para Brasília, pois ele, já marido, passou no concurso para o Senado Federal. Estava cansada do trabalho no jornal e percebi que não ia conseguir melhorar minha situação financeira na iniciativa privada. Hoje, me dedico apenas aos estudos”. </p>
<p>Monica, de Brasília, tem 43 anos, é casada e tem três filhos entre 13 e 19 anos.<br />
“Atualmente sou dona-de-casa. Sou formada em psicologia e exercia a profissão antes de me casar. Quando tive filhos, eu e meu marido entramos em um acordo para que eu parasse de trabalhar. Agora que estão praticamente criados sinto a necessidade de ocupar o tempo de forma produtiva e contribuir para o orçamento familiar. Como diz o ditado: filhos criados , trabalho (e despesa) dobrados!”</p>
<p>Joyce tem 39 anos e é advogada em Campo Belo, Minhas Gerais.  “Antes de decidir estudar para concursos eu era advogada e trabalhava num escritório. Já fiz a faculdade de Direito com a intenção de fazer concurso, mas me casei e precisei trabalhar, então fui exercer a advocacia. Após minha separação resolvi retomar meu objetivo inicial.<br />
Conciliei o trabalho com um curso preparatório durante seis meses enquanto estava casada, mas não conseguia estudar em casa. Após a separação decidi parar de advogar e agora me dedico integralmente. A família foi e está sendo todo o meu suporte.</p>
<p>Izabel Laurenço tem 49 anos e reside em Brasília-DF. É divorciada, tem três filhos e uma neta: “Antes eu trabalhava com Turismo Pedagógico e era professora universitária. A iniciativa privada não estava me trazendo o retorno que gostaria. Tenho conseguido conciliar minha vida pessoal com a de estudante. Meus filhos são os meus maiores apoiadores. Atualmente, como não estou trabalhando. Tenho uma amiga que me ajuda com o combustível e meu pai paga o cursinho. Foram os dois os maiores incentivadores para que eu deixasse o emprego e me dedicasse a estudar para concurso.”</p>
<p>Na maioria dos casos, por mais preparada que a candidata esteja, é preciso muito estudo. O conteúdo é extenso, a maioria das disciplinas exigidas é específica para o cargo pretendido. Pia Menni tem 47 anos, mora em Minas Gerais e conta.  “Tive que começar o estudo do zero, com matérias que nunca havia vista antes, como várias leis e matérias de Direito além de me atualizar em português, matemática, raciocínio lógico, informática, etc&#8230;É muita coisa! São matérias que nunca estudei na vida e que nunca precisaria estudar se não fosse o concurso público”.</p>
<p>Está decidida a encarar essa “empreitada”? Paulo Estrella dá algumas dicas para facilitar o caminho:<br />
1. É importante desenvolver um cronograma de estudo, e segui-lo à risca.<br />
2. Escolha concurso da mesma área, cujas provas exijam as mesmas matérias. Nunca faça apenas um concurso, nem todos os que aparecerem.<br />
3. O tempo médio de preparação pode ir de seis meses a dois, três anos. Depende da complexidade do concurso, do número de matérias a estudar e da bagagem acadêmica que o aluno já tenha.<br />
4. Todas as ferramentas de estudos são válidas: Cursos, apostilas, livros, estudar com colegas&#8230; O mais importante é resolver o máximo possível de questões, para testar os conhecimentos e se familiarizar com a apresentação das questões de cada banca.<br />
5. Não deixe de fazer algum concurso interessante por achar que não está preparada. É sempre um “ensaio”, no qual o candidato não está tão ansioso quanto poderá estar o concurso que é o seu objetivo principal. É importante para entender por dentro o processo, se testar nas longas horas de prova, e calcular melhor como dividir o tempo entre responder questões, fazer redação, revisar as questões, preencher o gabarito, etc&#8230;<br />
6. Mesmo que não haja concurso específico para a sua área profissional, respeite a sua vocação na hora de escolher para quais cargos se candidatar. Procure alguma coisa pelo menos remotamente relacionado com funções que você gosta. Não esqueça que uma vez aprovado e convocado, será o seu trabalho para o resto da vida.</p>
<p>Forma de vontade, perseverança, foco, coragem. São algumas das qualidades necessárias para encarar esta empreitada. Mas como dizem unânimes nossas entrevistadas, o resultado sempre vale a pena.</p>
<p>SERVIÇO:  Academia do Concurso Público: <a href="http://www.academiadoconcurso.com.br">www.academiadoconcurso.com.br</a></p>
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		<title>Home Offices: Uma tendência de mercado</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Jan 2011 11:03:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>daniela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Trabalho & Finanças]]></category>

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		<description><![CDATA[Você quer começar um negócio mas não tem capital para alugar um ponto comercial? A solução pode ser um &#8220;home business&#8221;. O escritório ou ponto de trabalho instalado em casa é uma realidade de mercado. Tanto para prestadores de serviços autônomos como para empresas pequenas iniciando, é uma solução prática e de baixo custo, o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.novaidade.com.br/wp-content/uploads/2011/01/trunk-station-office-workspace-in-use.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-507" title="trunk-station-office-workspace-in-use" src="http://www.novaidade.com.br/wp-content/uploads/2011/01/trunk-station-office-workspace-in-use.jpg" alt="" width="320" height="221" /></a>Você quer começar um negócio mas não tem capital para alugar um ponto comercial? A solução pode ser um &#8220;home business&#8221;. O escritório ou ponto de trabalho instalado em casa é uma realidade de mercado. Tanto para prestadores de serviços autônomos como para empresas pequenas iniciando, é uma solução prática e de baixo custo, o que tem atraído cada vez mais interessados.</p>
<p>Hoje o home business (não obrigatoriamente um escritório) é uma opção para profissionais das áreas mais variadas. Uma pesquisa da Revista Enterpreneur’s Home Office indica que o motivo mais comum é a economia de custos fixos como aluguel, condomínio, a segurança de ficar em casa, e o stress com o trânsito. Em segundo, aparecem profissionais (pasme! homens também) que precisam trabalhar e cuidar dos filhos ao mesmo tempo. Por fim, prática cada vez mais comum nos Estados Unidos mas ainda rara no Brasil, funcionários subsidiados pela empresa para trabalhar em casa. A revista cita esta modalidade como uma tendência crescente e irreversível, que traz para a empresa redução de custos com alimentação, vale transporte, etc&#8230;</p>
<p>Os setores que mais se destacam no modelo home business são: Consultorias em geral, Contabilidade, Venda de cosméticos, Alimentos (salgados, buffet, bolos para festas, comida congelada, etc&#8230;), Confecções de pequeno porte, Design gráfico e Informática.<br />
O número de micro e pequenas empresas　que começam seus negócios em casa tem sido cada vez maior, transformando os home offices em alavancas do setor empresarial e da economia nacional. Estes números são bastante expressivos: As micro e pequenas empresas　cresceram, em menos de uma década, de 665 mil, para 3,5 milhões atuais, ou seja, 500%. (dados do SEBRAE).</p>
<p><strong>A regularização: </strong>Ter um negócio em casa não significa que você precise ficar na informalidade. Registrar uma empresa em casa segue o mesmo passo a passo de uma empresa em local comercial, com apenas algumas restrições. O que difere o Home Office de uma empresa comercial, para efeito de registro, é apenas a atividade e restrição de circulação de pessoas e mercadorias. Por isso, se puder, dê preferência a exercer sua atividade de forma regular.</p>
<p><strong>VANTAGENS<br />
</strong>A primeira vantagem do home office é o sonho acalentado por muitos: ser o seu próprio patrão, ter liberdade para tomar suas próprias decisões e fazer seu próprio horário.</p>
<ul>
<li>Maior proximidade da família (o que também pode ser uma desvantagem)</li>
<li>Alimentação mais saudável em casa</li>
<li>Redução de problemas no trânsito</li>
<li>Economia com alimentação e transporte</li>
<li>Segurança</li>
<li>Maior liberdade profissional</li>
<li>Redução de custos fixos (aluguéis, telefones e infra-estrutura básica)</li>
<li>Definição do próprio horário de trabalho</li>
<li>Rendimentos acima dos níveis convencionais de empregos</li>
<li>Possibilidade de ganho mais alto, por causa de redução de custos</li>
</ul>
<p><strong>DESVANTAGENS　<br />
</strong>O home office é gratificante do ponto de vista pessoal e vantajosa economicamente, mas apresenta alguns riscos. A falta de disciplina e organização podem ser justamente os fatores de insucesso de um home business. A solução para essas desvantagens depende de um minucioso planejamento.</p>
<ul>
<li>Perda de privacidade pessoal</li>
<li>Risco de descontrole da carga de trabalho</li>
<li>Indefinição de horários entre trabalho e lazer</li>
<li>Tendência ao isolamento profissional e social</li>
<li>Falta de troca entre colegas</li>
<li>Ambiente de trabalho confinado (anti-social)</li>
<li>Interferências de assuntos domésticos nos assuntos profissionais</li>
<li>Preconceito do mercado formal, em alguns segmentos</li>
<li>Falta de salário fixo e benefícios</li>
</ul>
<p>Não é porque o trabalho é realizado em casa que ele dispensa um certo grau de formalidade. Isso é que fará a diferença em um trabalho profissional, e será respeitado com tal. Veja alguns itens a serem considerados:</p>
<p>1. A privacidade da sua casa: Você vai precisar contratar pessoas? Se for, o home office não é a melhor opção para seu negócio, a não ser que você tenha como isolar seu espaço de trabalho. Lembre-se que esta pessoa vai circular pela sua casa, compartilhando sua vida familiar. Caso você precise de funcionários, o mais recomendado é mesmo partir logo para um espaço comercial.</p>
<p>2. Você precisa receber clientes? Então, você vai precisar de um cuidado extra: Quem abre a porta, e como está o espaço por onde circula o seu cliente até chegar ao seu local de trabalho. Vai ser desconfortável o cliente passar por brinquedos espalhados, ou pelo meio do preparo da refeição da família. Com a perspectiva de um aumento de movimento, a mesma sugestão acima: o ponto comercial.</p>
<p>3. Seu trabalho utiliza equipamento barulhento? Uma máquina de corte de confecção ou um liquidificador usados em horário não comercial, podem resultar em reclamações da vizinhança. Pese estes detalhes na hora de pensar em aproveitar a madrugada para botar o trabalho em dia.</p>
<p>4. Você é uma pessoa disciplinada e organizada? Longe do ambiente de trabalho, e do horário de chegada e saída de funcionários, pode-se cair na indisciplina, deixar trabalho para fazer à noite, ou aproveitar o dia inteiro para resolver assuntos pessoais. No entanto, se bem administrado pode representar um ganho na qualidade de vida, justamente pela flexibilidade de horário. Por outro lado, permite o horário da academia, de buscar as crianças no colégio, de dar mais atenção à família. Para se organizar melhor, faça sempre um cronograma de trabalho, com prazos, e se organize de modo a estar sempre com o trabalho em dia. Estabeleça o início e o fim do horário de trabalho, inclusive se tiver que trabalhar feriados e fins de semana.</p>
<p>5. Você consegue disciplinar sua família? Às vezes é difícil, principalmente para crianças, entender que mamãe ou papai estão em casa, mas não disponíveis. Também há o risco da empregada interromper para avisar que falta sabão em pó, ou perguntar o que deve fazer para o almoço. É um processo gradual acostumar pessoas com a sua disponibilidade.</p>
<p>6. Você é auto-suficiente? Tenha claro que seu home business será uma &#8220;banda de um homem só&#8221;. Todas as decisões, ajustes, contatos terão que ser realizados por você. Além de desempenhar seu trabalho normal, se planeje para fazer contatos, divulgar e vender o trabalho, mantendo-se sempre em contato com o mercado.</p>
<p>7. Você é auto-motivado? Não há chefe cobrando resultados, nem equipes com a qual você precise trabalhar. Em caso de sucesso o mérito é seu, no caso do fracasso, a responsabilidade é sua. Lembre-se que todo o estímulo para trabalhar vai precisar vir de você mesmo.</p>
<p>8. Tem tendência a se isolar? É importante que você não se deixe isolar pessoal e profissionalmente. Para suprir a falta de colegas de trabalho, freqüente congressos e encontros profissionais, participe de comunidades profissionais na Internet. Crie uma rede de relacionamentos com profissionais da mesma área, que também trabalhem em casa, para trocar idéias, experiências, e até eventualmente, fazer parcerias para trabalhos maiores.</p>
<p> <strong>A infra-estrutura:</strong></p>
<p>Ter uma infra-estrutura similar à de um ambiente de trabalho é fundamental para o bom rendimento. Este ambiente profissional vai ajudar na disciplina e concentração no trabalho.</p>
<p>1. Espaço reservado para o trabalho: Um quarto da casa, uma divisória na sala, ou um quarto de empregada são as soluções mais fáceis. O importante é ter um espaço que possa ser restrito ao acesso dos outros membros da família, principalmente as crianças. Porta trancada à chave, se for necessário.</p>
<p>2. Linha telefônica exclusiva: Uma linha telefônica atendida como uma linha comercial é fundamental para passar ao cliente que entra em contato um clima de profissionalismo e seriedade. É importante restringir o horário de contato, e ter uma secretária eletrônica com uma mensagem comercial.</p>
<p>3. Ambiente de trabalho: Algumas considerações arquitetônicas são importantes para você montar seu ambiente de trabalho. Ela deverá ter uma boa aparência, não somente pela beleza, mas como é um local que você passará grande parte do tempo, deve ser um local agradável. Iluminação Utilize uma luminária de teto que garanta uma iluminação uniforme ao ambiente. Prefira lâmpadas fluorescentes de cor branca pois além de mais econômicas, cansam menos a visão. Utilize na bancada uma luminária de mesa. Ventilação / temperatura A escolha de um local bem ventilado é fundamental para a sua saúde. Atenção com a temperatura adequada para os equipamentos, Principalmente os computadores têm vida útil reduzida em locais muito úmidos e com temperaturas elevadas. Mobiliário próprio: A escolha dos móveis precisa seguir exatamente o mesmo critério de um local comercial, de acordo com as necessidades do seu negócio. Estantes, arquivo, pastas&#8230; Invista em uma cadeira apropriada, não aproveite a cadeira da sala de jantar. Seu corpo agradece!</p>
<p>4. Equipamento: Desnecessário dizer que para qualquer tipo de negócio, um computador é indispensável no mínimo, para a organização administrativo-financeira. Internet banda larga, impressora e um fax podem ser muito úteis. Um celular é indispensável, e facilita a comunicação com os clientes. Alguns &#8220;brinquedinhos&#8221; como palms e notebooks facilitam o trabalho e te ajudam a levar o &#8220;escritório&#8221; para onde você for.</p>
<p>5. Estoque de material: Tenha à mão um pequeno estoque de material de trabalho. Imagine ter que entregar uma proposta, e ver que acabou a tinta da impressora. Lembre-se: Agora, você cuida de tudo.</p>
<p>6. O &#8220;departamento&#8221; financeiro: Não misture o financeiro da empresa com o da casa. Tenha uma conta para a empresa, e separe os pagamentos. Estipule quanto vai tirar para você, e quanto vai reservar para a empresa. Pague telefone, gastos do carro se você usa para trabalhar, material de papelaria e tudo o que for gasto da empresa com o dinheiro da empresa, e suas contas pessoais com o dinheiro que você separar para você. Esta separação é importante para você ter uma visão clara dos custos e dos lucros gerados pelo trabalho.</p>
<p>Algumas &#8220;anedotas&#8221; contadas por quem trabalha em casa&#8230;</p>
<p>&#8220;Depois de trabalhar a noite toda para terminar um projeto importantíssimo, resolvi dormir um pouco antes de sair para a reunião de apresentação às 17h. A secretária do cliente ligou para confirmar a reunião por volta de 15h. Minha filha de 5 anos atendeu e disse&#8230; &#8220;ela não vai não, está dormindo&#8221;&#8230; Depois disso, coloquei uma linha exclusiva com secretária eletrônica e uma mensagem orientando ligar diretamente para o meu celular&#8221;. Luiza Clemente, arquiteta.</p>
<p>&#8220;Tive que ir buscar em outra cidade uma encomenda de tecidos. Cheguei tarde da noite exausta. Estava cortando as peças para a costureira no dia seguinte, e a polícia bate à minha porta. Minha vizinha, uma senhora idosa, fez uma denúncia que eu havia trazido para casa &#8220;um cadáver&#8221;.&#8221; Paula Jemens, confeccionista.</p>
<p>&#8221; Estava super gripado, de moleton, com a cara toda inchada, deitado na sala vendo televisão. A campainha tocou, fui abrir a porta&#8230; era um cliente, que achou que o endereço que ele tinha era um escritório, e apareceu sem ligar antes.&#8221; Manoela Georges, corretora de imóveis.</p>
<p>Não perca em breve! <strong>Home Biz</strong>, a revista eletrônica para quem trabalha em casa.</p>
<p><em>Daniela Falcão escreve as matérias da revista de seu home office.</em>　</p>
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		<title>O mercado de trabalho e a mulher 40+</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Aug 2010 18:23:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>daniela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Trabalho & Finanças]]></category>

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		<description><![CDATA[Já ouvi mil vezes a reclamação de mulheres que buscam emprego sobre a preferência por candidatas mais jovens, mesmo que haja diferença na experiência de ambas.
Paula, uma consultora de RH que preferiu não se identificar, concorda: “Tentamos negociar com o contratante, mas algumas vezes ele insiste em determinar o limite de idade. O mais comum, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.novaidade.com.br/wp-content/uploads/2010/08/p_iStock_8193624.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-445" title="p_iStock_8193624" src="http://www.novaidade.com.br/wp-content/uploads/2010/08/p_iStock_8193624.jpg" alt="" width="223" height="199" /></a>Já ouvi mil vezes a reclamação de mulheres que buscam emprego sobre a preferência por candidatas mais jovens, mesmo que haja diferença na experiência de ambas.<br />
Paula, uma consultora de RH que preferiu não se identificar, concorda: “Tentamos negociar com o contratante, mas algumas vezes ele insiste em determinar o limite de idade. O mais comum, para mulheres é até 35/40 e para homens, 45. Mesmo que não saia impresso no anúncio, está lá na nossa ficha, e não nos resta alternativa a não ser eliminar os currículos de candidatos acima desta faixa etária. Mais frequentemente este limite é estabelecido pelo contratante do sexo masculino. A profissional mais velha às vezes é vista como mais inflexível, menos fácil de comandar, e muitas vezes não está tão atualizada quanto uma mais jovem. Também costuma ser uma profissional mais cara e mais exigente, por causa da experiência. Conseguimos sim, enviar mulheres mais velhas para processos seletivos, mas acontece com freqüência que a opção seja por uma candidata mais jovem. Mas também encontramos restrições por outros critérios: O mercado infelizmente, não vê com bons olhos a contratação de obesos, por exemplo. O motivo é mais simples: As empresas não estão preparadas para receber um funcionário com este tipo de limitação, por causa da falta de mobiliário ou instalações adequados.”.  Paula diz que a discriminação é fato, sim, e aparece muitas vezes na hora da contratação final, quando a vaga fica entre duas mulheres, uma mais jovem e outra mais velha. Mas é velada e raramente declarada, já que é sabido este tipo de atitude pode levar a um processo. “Já trabalhei no RH de empresas e já vi currículos serem filtrados pela idade do candidato. Quando a candidata era dispensada, a desculpa era sempre a qualificação. O que as mais velhas não sabem é que as mais jovens também sofrem discriminação, por terem filhos pequenos para cuidar, ou estejam planejando engravidar. Na verdade a faixa etária “ideal” da profissional do sexo feminino é muito estreita, de 30 a 38 anos, além dos salários médios serem mais baixos do que os dos homens”.<br />
 Já há, no artigo 7 da Constituição, no Inciso XXX, &#8220;a proibição (&#8230;.) do critério de admissão do trabalhador por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil&#8221;. Um projeto de lei, o nº 471/03, de autoria do deputado Davi Alcolumbre (PDT/AP), proíbe a veiculação de anúncios de empregos com limite de idade para os candidatos.<br />
Confira o que diz Artigo 1º do Projeto: &#8220;Fica proibida a adoção de qualquer prática discriminatória e limitativa para efeito de acesso à relação de emprego, ou sua manutenção, por motivo de restrições quanto à idade dos candidatos&#8221;. O projeto estabelece multa administrativa de dez vezes o maior salário pago pelo empregador e proíbe a obtenção de crédito junto a instituições financeiras oficiais pelas empresas que adotarem a prática. Segundo Alcolumbre, vedar o acesso ao emprego em razão da idade, por mero arbítrio da empresa, é desrespeitoso à dignidade do ser humano.<br />
Só que para que se puna uma empresa discriminadora, seria preciso provar e elas, claro, nunca admitem o motivo.<br />
Maria Cristina Maakaroun, publicitária e empresária, é extremamente realista:<br />
“Ter 40 anos no mercado de trabalho é mais ou menos como um flagelo, pior que sofrer as sete pragas dos Egito. Colocar num currículo o ano de nascimento nos anos 60 é o mesmo que assinar o atestado de morte da possibilidade de utilizar no mercado de trabalho conhecimentos adquiridos por anos de experiência, muitos estudo, muitos diplomas de graduação, pós, doutorado e especializações. Basta colocar o ano de nascimento e a  condenação é certa, e mais ainda, se formos mulheres. Continuo estudando e aprendendo por não acreditar, não aceitar, e por não querer participar de grupos de grande idade, maior idade, ou outros nomes que dêem a esta faixa etária. Estou mais ativa do que nunca, trabalhando feliz e contribuindo com meus conhecimentos para um mundo melhor, em minha própria empresa, a Phi Desenvolvedora de Projetos.”<br />
Algumas empresas rejeitam a discriminação:  Jeanine Costa Godoi é Gestora de RH da Ecoplan Engenharia, em Porto Alegre. “Sou responsável pelo recrutamento e contratação de novos colaboradores e em nenhuma situação até hoje a idade foi empecilho para contratação de mulheres. Em alguns casos, inclusive, existe a preferência por profissionais mais experientes e com mais idade. Não usamos este critério como discriminação, depende sempre do perfil exigido para cada cargo a ser preenchido. O mercado de trabalho atual está cada vez mais exigente, e as vagas existem. O que falta, pelo menos no segmento da minha empresa, é mão de obra qualificada. Por isso incentivo o meu pessoal a se atualizar, a ser criativo e altamente competitivo, independente da idade ou sexo. Tenho conseguidos resultados surpreendentes”.<br />
Maria Bernadete Pupo é consultora de RH e autora do Livro “Empregabilidade acima dos 40 anos” da Editora Arte e Expressão. Em sua opinião, a discriminação depende muito do segmento e do nível do cargo pretendido. “Das três últimas empresas que prestei serviços (segmento da educação, advocacia e saúde), nenhuma delas faz restrição à idade. Contratamos mulheres desde o nível gerencial, assistente até o nível de operadora para a central de relacionamento, sem restrição”.<br />
Fabricia Willmersdorf, sócia da RHWay, prefere conversar com seu contratante sobre o assunto: “Sempre converso com o cliente e peço para que eles, já que nos contrataram para realizar o processo, dêem um crédito de confiança para que busquemos o melhor perfil para a vaga oferecida. Quero a liberdade de poder captar e identificar talentos importantes, sem muitos rótulos, e na maioria das vezes consigo convencê-los, com algumas exceções é claro. Recentemente um cliente nosso aprovou para supervisora de vendas externas uma mulher de 47 anos e para compradora, uma mulher de 44 anos. Na verdade, inicialmente só queriam homens, mas conseguir convencê-los a entrevistar mulheres. Estas e outras vagas foram trabalhadas apenas entre março e maio de 2010.”<br />
É mis difícil, mas não impossível. Paula orienta: &#8220;O profissional mais velho precisa se atualizar constantemente, e acompanhar o que há de novo em sua área de atuação, para não ficar para trás. Esteja sempre atento às novidades, leia bastante, participe de cursos e eventos, focando sempre em ampliar sua rede de relacionamentos pessoais e profissionais. Não descuide nunca da imagem pessoal. O mercado é mais exigente com as pessoas de mais idade, tanto na aparência como na postura e forma de se apresentar. E se você tiver provas de que foi discriminada por causa da idade, bote a boca no trombone: reclame e entre com um processo contra a empresa.”</p>
<p><strong>SERVIÇO:</strong><br />
RHWay: <a href="http://www.rhway.com.br">www.rhway.com.br</a><br />
PHI Desenvolvedora de Projetos:www.phiprojetos.com.br<br />
Mercado Senior: <a href="http://www.mercadosenior.ning.com">www.mercadosenior.ning.com</a></p>
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		<title>Beleza à venda</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Jan 2010 09:54:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>daniela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Trabalho & Finanças]]></category>

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		<description><![CDATA[O mercado de moda e publicidade é amplo no Brasil. Modelos brasileiras são referência internacional de beleza, desfilando e fotografando para marcas renomadas, como por exemplo, Victoria Secrets. É uma carreira curta: Começa e termina cedo. Com exceção de pouquíssimas top models, a carreira de modelo não passa dos 30 anos.
O mercado consumidor, no entanto, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.novaidade.com.br/wp-content/uploads/2010/01/supermodel.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-304" title="supermodel" src="http://www.novaidade.com.br/wp-content/uploads/2010/01/supermodel.jpg" alt="supermodel" width="149" height="194" /></a>O mercado de moda e publicidade é amplo no Brasil. Modelos brasileiras são referência internacional de beleza, desfilando e fotografando para marcas renomadas, como por exemplo, Victoria Secrets. É uma carreira curta: Começa e termina cedo. Com exceção de pouquíssimas top models, a carreira de modelo não passa dos 30 anos.<br />
O mercado consumidor, no entanto, é muito mais amplo do que isso. Mulheres de mais de 40 estão no auge das carreiras e capacidade de consumo, tendo muitas vezes, começado a pensar em si quando, finalmente, os filhos ficam adultos e independentes. Essas mulheres, de todos os tipos, tamanhos e raças, escolhem produtos em catálogos e propagandas “estreladas” por mulheres de metade da sua idade. “Como sei que esta roupa vai ficar bonita em mim, se não tenho este corpo, nem esta idade? Fico insegura de escolher um produto que diz que rejuvenesce, se a modelo já é linda e novinha!” comenta a leitora Debora Louma, de 49 anos. “Mesmo as marcas com produtos – moda e cosméticos, principalmente – adequados à minha idade, anunciam com modelos muito mais jovens.”<br />
Lá fora, não é mais novidade. O mercado de modelos se abre para mulheres de mais de 40 anos. Saiu no Los Angeles Times: “Aumenta a demanda por modelos mais velhas. Um imenso mercado consumidor, de excelente poder aquisitivo, busca produtos vendidos por modelos com as quais sintam afinidade.” Uma das mais conhecidas agências americanas, a Wilhelmina Models, possui uma seção chamada de Sophisticated Models (modelos sofisticadas), onde só entram mulheres acima de 35 anos. A S Women Division trabalha com um grupo de mulheres acima de 24 anos, algumas acima de 40. Este departamento reflete o poder de consumo da mulher e a diversidade do mercado consumidor de hoje. Trabalhando com clientes como L’Oreal, Clairol, Target, entre outros, o departamento continua a crescer.  Beverly Johnson, modelo e atriz de 57 anos, é uma das mais requisitadas modelos da agência.<br />
A Wilhelmina Models é também um dos patrocinadores do programa She’s Got the Look. Já em sua terceira edição, o programa é uma versão “next top model” para mulheres consideradas “velhas” para este tipo de trabalho. O objetivo do programa é encontrar mulheres lindas, sofisticadas e confiantes de mais de 35 anos, que tenham potencial para se transformar em modelos representantes de conceituadas marcas em campanhas de moda e beleza. Sean Patterson,<a href="http://www.novaidade.com.br/wp-content/uploads/2010/01/shesgotpeq.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-308" title="shesgotpeq" src="http://www.novaidade.com.br/wp-content/uploads/2010/01/shesgotpeq.jpg" alt="shesgotpeq" width="226" height="210" /></a><a href="http://www.novaidade.com.br/wp-content/uploads/2010/01/shesgotpeq.jpg"></a> presidente da Wilhelmina Models, conta: “Desde a primeira edição, tivemos um número imenso de inscritas, de 35 a 72 anos. Não é surpresa que o programa seja um sucesso de audiência, pois as mulheres se identificam com as participantes. Estamos orgulhosos com o sucesso das ganhadoras das edições anteriores, que hoje trabalham para marcas como Hallmark, Toyota, Volvo, Microsoft e muitas outras. Provamos que beleza é atemporal: Estamos começando a seleção das participantes da 3ª edição, que estréia em 2010.”<br />
No Brasil, o mercado é, infelizmente, extremamente resistente a mulheres mais velhas. Beth Leal, diretora da Army Agency (RJ), que conta com um time de lindas mulheres 40+ em seu cast, comenta que o espaço que há para esta faixa etária é na publicidade, no papel de mães ou avós. O mercado de beleza é muito restrito, mesmo que a mulher seja magra e muito bonita. “O Brasil é um país que privilegia a juventude. O Rio de Janeiro mais ainda, por ser cidade de praia. Os poucos eventos de moda que acontecem no Rio nunca usariam modelos mais velhas, mesmo para linhas mais adultas”.</p>
<div id="attachment_351" class="wp-caption alignleft" style="width: 118px"><a href="http://www.novaidade.com.br/wp-content/uploads/2010/01/capa.jpg"><img class="size-full wp-image-351" title="capa" src="http://www.novaidade.com.br/wp-content/uploads/2010/01/capa.jpg" alt="" width="108" height="168" /></a><p class="wp-caption-text">Maria Rosa</p></div>
<p>Maria Rosa, dona da Fifty Models de São Paulo, criou a agência em 2008 só para modelos desta faixa etária: “Na verdade não somos agência, e sim um grupo de mulheres com mais de 45 anos que resolveu dar a volta por cima e mostrar que estas mulheres estão em plena atividade em todos os setores. Percebi na própria pele (tenho 51) que  a mulher após os 40 torna-se invisível para o mundo e, principalmente, para o mundo da moda e beleza.  Não há roupas adequadas ao seu corpo que se modifica e pede conforto mas também não  abre mão do que é fashion , bom e  bonito. A cosmetologia já vem dando ênfase à maturidade. No entanto, utiliza modelos-meninas para mostrar produtos voltados ao público maduro, o que é um despropósito. Infelizmente, a mulher da meia idade é a primeira a se esconder ,  como se o passar do tempo fosse um fato perturbador. Os anos vivenciados significam vida, saúde, experiência para todos nós. O tipo de cliente que busca esta profissional tem um perfil mais aberto e arrojado. O estilista Ronaldo Fraga que inovou e fez grande sucesso em recente Fashion Week com modelos da terceira idade. Alguns lojistas  preferem em razão do valor cobrado ser mais baixo, e a postura das modelos ser mais profissional. Há um ponto contra: São raros os cursos bons que formem modelos maduras. Nosso cast é formado por modelos com registro profissional.  Não é fácil “vender” estas modelos: O preconceito ainda é grande. Mas há esperança, Maria Rosa completa: “É um mercado novo, em expansão e bastante promissor. Aos poucos cresce a aceitação na mídia em geral,  nas revistas de grande circulação com modelos maduras.”  </p>
<p>Serviço:<br />
Army Agency – Rio de Janeiro  &#8211; <a href="http://www.armyagency.com.br/">www.armyagency.com.br</a><br />
Fifty Models – São Paulo – <a href="http://www.fiftymodels.com.br/">www.fiftymodels.com.br</a></p>
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		<title>Franquia: um negócio de mulher</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 15:06:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>daniela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Trabalho & Finanças]]></category>

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		<description><![CDATA[As mulheres são empreendedoras por natureza.  E lutam para conquistar cada vez mais espaço no mundo profissional, mesmo que ao mesmo tempo tenham que dar conta das responsabilidades com a família e os filhos. A presença da mulher no mundo dos negócios aumenta nas pequenas e grandes empresas e nos mais diversos ramos de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.novaidade.com.br/wp-content/uploads/2009/09/p_iStock_8193624.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-128" title="p_iStock_8193624" src="http://www.novaidade.com.br/wp-content/uploads/2009/09/p_iStock_8193624.jpg" alt="p_iStock_8193624" width="113" height="141" /></a>As mulheres são empreendedoras por natureza.  E lutam para conquistar cada vez mais espaço no mundo profissional, mesmo que ao mesmo tempo tenham que dar conta das responsabilidades com a família e os filhos. A presença da mulher no mundo dos negócios aumenta nas pequenas e grandes empresas e nos mais diversos ramos de atividades. Este quadro confirma, além do espírito empreendedor, a busca pela independência. A maioria quer ter sua renda e estar à frente das decisões, mesmo que muitas vezes tenha de cumprir dupla jornada, no comando do seu negócio e na administração da casa. A habilidade feminina em ministrar diferentes atividades simultaneamente é um fato. Hoje, esta característica não é usada simplesmente na administração das atividades profissionais e domésticas, mas também na direção de empresas de sucesso. As mulheres se adaptam bem a um formato com regras pré-estabelecidas que lhe dêem mais segurança e apoio. Por isso, optam cada vez mais pelo sistema de franquias, com marcas já conhecidas no mercado.</p>
<p>Pesquisa realizada pela Rizzo Franchise indica que as mulheres representam 41% dos que buscam o sistema de franquia. Estão à frente de negócios de todos os tipos, desde oficinas mecânicas, postos de gasolina, saúde &amp; beleza, vestuário &amp; acessórios, e alimentação, entre vários outros. São mais bem sucedidas no negócio do que homens e acabam sendo referência em seus mercados de atuação: De acordo com 124 franqueadores entrevistados as mulheres franqueadas conseguem uma média de 32% acima no faturamento do negócio comparadas com as mesmas franquias operadas por homens e alcançam uma rentabilidade média 28% maior. Razão da melhor performance das mulheres, segundo a pesquisa, é que elas se adaptam melhor aos padrões, são mais organizadas, e conseguem uma rotatividade menor de funcionários.<br />
A principal motivação para investir numa franquia, segundo elas, é:<br />
- negócios oferecem suporte e ferramentas para sua operação<br />
- apoio na localização para instalar o negócio<br />
- segurança e estabilidade para estar no mercado<br />
- poder trabalhar mais junto da família</p>
<div id="attachment_129" class="wp-caption alignright" style="width: 126px"><a href="http://www.novaidade.com.br/wp-content/uploads/2009/09/MARILENA-peq.jpg"><img class="size-full wp-image-129 " title="MARILENA peq" src="http://www.novaidade.com.br/wp-content/uploads/2009/09/MARILENA-peq.jpg" alt="MARILENA peq" width="116" height="155" /></a><p class="wp-caption-text">Marilena Staropoli franqueada Vanilla Caffè</p></div>
<p>Marilena Staropoli tem 55 anos e possui uma franquia da marca Vanilla Caffè na Alameda Itu, em SP. “Decidi investir em um negócio próprio para mudar de ramo e garantir o futuro dos meus dois filhos.” O negócio existe há apenas cinco meses, mas ela já sentiu a diferença: “As mudanças foram radicais. Hoje trabalho com um público totalmente diferente e diversificado. Estou tendo muitas experiências novas. Neste momento a dedicação ainda é integral, principalmente por nossa loja ser 24 horas e estar no inicio. Estou vivendo intensamente o negócio, o sucesso dele depende muito do meu empenho. Ainda estou aprendendo, e a idéia é abrir outra franquia no futuro.”</p>
<p>Vera Wehbi Lacerda tem 58 anos e é dona de uma unidade da Roasted Potato no Goiânia Shopping, em Goiânia. “Acreditei na qualidade da marca, até porque presenciei seu crescimento, e isso sempre me chamou atenção. Optei por abrir um negócio próprio pensando no futuro dos meus dois filhos, que são meus herdeiros. A experiência esta sendo ótima. Minha loja foi aberta em março deste ano e ainda estamos em fase de adaptação com a realidade da cidade. Pretendo abrir outra loja da mesma franquia em breve. O que mais mudou foi ter voltado a trabalhar depois de aposentada. Abrir um negócio depois dos 50 anos sem dúvida é um desafio, porém trouxe um novo ânimo na minha vida!”.</p>
<p>Anna Rita Rezende Marques tem 54 anos e é proprietária de unidades da Antídoto Cosméticos, na capital paulista. “Há muito tempo sonhava em ter meu próprio negócio. Meus filhos estavam crescidos, e eu tinha mais tempo livre e um capital “louco” para ser investido. Era a hora certa de tentar, e com minha família dando a maior força, fui à luta. Optei pela franquia pois não tinha nenhuma experiência em administração ou gerência de loja.  Amo o que faço. Gosto da empresa e dos produtos com que trabalho. Como esteticista e maquiadora,  a escolha da área de cosméticos foi o caminho natural e correto. Adoro me relacionar com novas pessoas todos os dias e o resultado disso tudo, é que já abri uma segunda loja. Minha vida pessoal mudou bastante. Hoje quase não tenho tempo para mais nada, além das lojas. Ser dona do próprio negócio pode ser muito desgastante, por mais prazeroso que seja,  porque o dono do negócio dá férias e folga aos funcionários mas dá duro de domingo a domingo. Não dá mais para viajar no fim de semana prolongado, não sobra tempo pro lazer. Reconheço que preciso aprender a delegar, arrumar um pouco mais de tempo pra mim e pra minha família. Comida pronta ou requentada fazem parte da rotina. De manhã, não leio mais o jornal inteiro como fazia antes. Os quatro ou cinco livros que eu “devorava”por mês, diminuíram para um, lido a conta gotas, antes de dormir. O jeito é dar uma zapeada pela internet, antes de entrar no site da empresa, para saber o que anda acontecendo no mundo. A minha sorte é que tenho uma família ótima! Mas acho que sei a resposta para o caso de querer abrir mais uma loja: &#8220;Nem pensar!&#8221;.</p>
<p>Serviço:<br />
Associação Brasileira de Franchising (ABF) &#8211; <a href="http://www.abf.com.br">www.abf.com.br</a></p>
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