Por Beto Galvão
Paro, fico quieto em silêncio latente sobre a pausa. No tempo, no período, no momento exato refletindo a hora do parar. Traço um paralelo sobre a musica, estética e beleza. Na necessidade absoluta sem exageros vejo o silêncio outra vez, pausa por entre as frases em harmonia para a forma . Cabelo-pele – gente no limite.
. Será que o seu cabelo não está liso demais ?
. ou ondulado demais ?
. ou curto demais ?
. ou longo demais ?
. ou reto demais ?
. ou em camada demais ?
. ou cheio demais ?
. ou vazio demais ?
. ou claro demais ?
. ou escuro demais ?
. ou demais ?
. ou…?
De mais a mais , ouvir a outra voz já seria um começo .Um amigo, um conselheiro, um profissional que com jeito e cuidado ajudasse na direção da escolha sobre o olhar do cliente realçando o que ele tem de melhor e sem forjar natureza . Respeitando, vendo beleza no simples, na singular delicadeza do divino , sem hibris , compreendendo o tempo e aceitando suas mudanças essenciais e constantes para cada pessoa.
Penso em Michael Jackson, aquele que, talvez por não ter ouvido uma outra voz, ou, quem sabe, por ter ouvido vozes demais, se transformou tanto a ponto de se tornar um ser hibrido, um tanto Michael, um tanto Diana, um tanto Black, um tanto white. Passou a ultima década de vida tendo que se explicar por tudo para todos, transformado em caricatura de si muito mais do que reconhecido pelo seu enorme talento.
Em um ambiente feminino, como a nossa revista, não podia faltar a palavra de um mago, aquele que tem nas mãos o talento de embelezar. Beto Galvão é cabeleireiro, membro da Oficina de Criação Werner, Embaixador da L’Oreal, Instrutor voluntário da Associação Criança Renascer, franqueado da loja Werner Le Monde, e responsável pelas transformações da revista.









