Comportamento

Bebê aos 40

Mariana e Bruninho peq
Mariana e Bruno

Desde que nascemos parece haver um chip implantado que diz: “temos que ser mães”. Não brincar de bonecas parece preocupante. Mesmo hoje em dia, há uma cobrança velada, principalmente dos nossos pais, que depois de terem nos educado, estão loucos para brincar com os netos. Mas a verdade é que filhos reduzem o ritmo profissional, e mesmo as que conciliam com sucesso maternidade com trabalho se dividem entre dois mundos, correndo para lá e para cá com uma pitada de culpa. E para não abrir mão da realização profissional, as mulheres estão, cada vez mais, adiando a decisão de ter filhos.
Mariana Ochs, é designer gráfica e morou nos Estados Unidos por mais de 14 anos. “Queria um filho, mas não tinha definido quando. Não tinha encontrado a pessoa certa, e priorizei o trabalho. Abri minha empresa, morei fora, viajei bastante. Perto dos 40 conheci meu marido (o músico Gustavo Corsi) e decidi realizar meu sonho. Depois de algumas tentativas, soube que não conseguiria engravidar naturalmente, e decidimos tentar a fertilização in vitro. Perdi a gravidez duas vezes logo no início e já pensava em adotar quando, na última tentativa, consegui engravidar. Não é fácil administrar trabalho e bebê. Como esperei muito para tê-lo, quero maria, gus e bruninho peqaproveitar ao máximo cada minuto. Nossa vida social diminuiu bastante, mas não sinto falta. Estou tranqüila com as minhas escolhas e com o que tive de abrir mão para ter meu filho Bruno, hoje com um ano. Não é cansativo, ao contrário: Ter filho com mais de 40 rejuvenesce. Mas as mulheres estão adiando a maternidade sem pensar que podem ter problemas para engravidar mais tarde. Esperar demais não é o mais indicado. O processo foi caro, cansativo e desgastante. Perder uma gravidez tão esperada, mesmo sabendo de todos os riscos, é muito sofrido. Adoro a maternidade, principalmente por ter a tranqüilidade de saber que fiz tudo o que gostaria de ter feito na vida antes de ter meu filho.”

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